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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Aborto: Um pecado que brada aos céus!

Escrito por Daiane de Andrade


O Aborto é um crime, e isso não é novidade para ninguém, apesar das pessoas tentarem ameniza-lo de todas as formas, como se existisse algo que justificasse o assassinato. Quando uma mulher aborta, muito é dito sobre “tirar o bebe”, “interromper a gravidez”, mas evitam palavras como “matar o bebê”, que é exatamente o que é este crime, fazem isso para a sua consciência ficar tranquila, por que no fundo todos sabem que qualquer tipo de aborto é um crime contra a vida humana, um pecado contra Deus.

Não basta dizer que é um crime e um pecado, é muito pior que isso, é muito pior que todos imaginamos. O aborto está sendo feito de muitas formas, muitas delas desconhecidas pelas próprias mulheres. Explicarei mais a frente.

O aborto viola gravemente o 5º Mandamento da Lei de Deus: Não matarás! Por isso é um pecado mortal, que produz a “morte” na alma daquele que o praticou, privando-o da graça de Deus que é sua vida sobrenatural, e tornando-o merecedor do inferno. Sobre as condições do perdão.

Está previsto no Código de Direito Canônico, no cânon 1398: “Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Isso quer dizer que está automaticamente fora da Igreja e excluído dos sacramentos. Caso se arrependa e queira reconciliar-se, terá que recorrer ao bispo diocesano para obter a absolvição ou a algum sacerdote investido de poderes especiais para conceder tal absolvição.

O que diz o Catecismo sobre a Vida Humana?

Catecismo da Igreja Católica n° 2270 - 2271: "A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção”. Desde o primeiro momento da sua existência, devem ser reconhecidos a todo o ser humano os direitos da pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo o ser inocente à vida."

«Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi: antes que saísses do seio da tua mãe, Eu te consagrei» (Jr 1, 5).

«Vós conhecíeis já a minha alma e nada do meu ser Vos era oculto, quando secretamente era formado, modelado nas profundidades da terra» (Sl 139, 15).

A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral:

«Não matarás o embrião por meio do aborto, nem farás que morra o recém-nascido».
(Didaké 2,2) Deus [...], Senhor da vida, confiou aos homens, para que estes desempenhassem dum modo digno dos mesmos homens, o nobre encargo de conservar a vida. “Esta deve, pois, ser salvaguardada, com extrema solicitude, desde o primeiro momento da concepção; o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis.”

Um pecado que brada aos céus por Vingança

Assim diz o Catecismo de São Pio X:

963) Quais são os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus?

Os pecados que bradam ao Céu e pedem vingança a Deus são quatro:

1º homicídio voluntário (Aborto).
2º pecado impuro contra a natureza (Sodomitas).
3º Opressão dos pobres, principalmente órfãos e viúvas;
4º Não pagar o salário a quem trabalha.

964) Por que se diz que estes pecados pedem vingança a Deus?


Diz-se que estes pecados pedem vingança a Deus, porque o diz o Espírito Santo, e porque a sua malícia é tão grave e manifesta, que provoca o mesmo Deus a puni-los com os mais severos castigos.

Ou seja, existem níveis de gravidade dos pecados que cometemos: Pecado venial (leve), pecado mortal (grave, nos priva da graça de Deus e ficamos merecendo o inferno), pecado que brada aos céus por vingança (mais grave que o mortal, o homem começa pagando em vida), e o mais grave de todos que é o pecado contra o Espírito Santo. O Aborto enquadra-se no pecado que brada aos céus, por que é gravíssimo.

Abortos ocultos

Existem vários tipos de aborto. Não somente o voluntário quando a mulher está consciente do pecado, consciente do ato de matar e mesmo assim o faz. Mas existem na atualidade várias maneiras de abortos, que infelizmente chamamos de ocultos, pois muitas mulheres não fazem ideia da gravidade, ou até mesmo de que estão cometendo este pecado. Como por exemplo, o uso de alguns métodos contraceptivos, como os contraceptivos orais, pílula do dia seguinte e o DIU. Todos eles são métodos abortivos, pois impedem que o zigoto já formado se fixe na parede uterina.

Como bem vimos a Santa Igreja considera que já existe vida a partir do momento da concepção, quando há a união entre o óvulo e o espermatozoide, e qualquer interrupção a partir deste momento já é considerado um aborto, é privar uma pessoa de viver, uma pessoa que aos olhos de Deus já tem uma alma formada, onde seu DNA já diz se terá olhos claros ou escuros, se terá cabelos ondulados ou lisos, e todas as características de um filho de Deus, de um ser humano como qualquer um de nós. Toda vida humana é única, todos nós somos únicos aos olhos de Deus, não existe ninguém igual a nós, e, portanto aquela pessoa que privamos de viver era importante aos olhos de Deus, e o crime que cometemos de privá-la da vida é um pecado muito grave, que ofende muito nosso Senhor. Como será que estamos vivendo um dos maiores mandamentos que Jesus nos deixou que é amar o próximo como a ti mesmo?

Os Anticoncepcionais orais, também chamados de pílulas, são abortivos. Eles têm um efeito primário, que é hormonal, de não permitir a ovulação na mulher. Até aí não é abortivo (porém continua sendo pecado), mas tem também um efeito secundário que na maioria das vezes é omitida nas bulas do medicamento. Esse efeito é o impedimento da “Nidação do embrião”, isto está escrito em algumas bulas e em outras é omitida para a mulher não saber que está tendo um efeito abortivo. Este efeito está descrito geralmente em “outros efeitos” que estão suprimidos das bulas, infelizmente. O que isso significa?

Significa que se por acaso o efeito primário falhar, e a mulher conceber, esse feto vai descer das trompas até o útero e não vai conseguir se fixar, e a mulher aborta, tendo um sangramento, que na maioria das vezes a mulher nem mesmo percebe, pois pensa que é a menstruação normal de todos os meses. Ou seja, levando em conta que existem mulheres que tomam este tipo de medicação durante anos, o seu útero se transforma num cemitério de seus próprios filhos.

Quando você estiver de frente para o criador, o que dirá a Ele, quando ele te mostrar uma quantidade de almas que você privou de viver por conta do orgulho próprio, em evitar ter filhos? E muitas vezes evitam por puro orgulho próprio, para comprar um carro do ano, ou manter a casa sempre muito bem cuidada, ou ainda por que quer dar do bom e do melhor para o único filho que tem, e tantos outros motivos fúteis. O orgulho próprio é uma das causas dos maiores pecados que ofendem nosso Deus.

A Igreja Católica só permite a contracepção (natural – billings, tabelinha), quando há realmente um motivo justo para tal, no caso de necessidade familiar (passar fome, necessidades financeiras graves), ou risco de vida para a Mãe. É o que diz a Encíclica Humanae Vitae do Papa Paulo VI, acompanhe:

“É ainda de recear que o homem, habituando-se ao uso das práticas anticoncepcionais, acabe por perder o respeito pela mulher e, sem se preocupar mais com o equilíbrio físico e psicológico dela, chegue a considerá-la como simples instrumento de prazer egoísta e não mais como a sua companheira, respeitada e amada”.
 

E ainda: “Em relação às condições físicas, econômicas, psicológicas e sociais, a paternidade responsável exerce-se tanto com a deliberação ponderada e generosa de fazer crescer uma família numerosa, como com a decisão, tomada por motivos GRAVES e com respeito pela lei moral, de evitar temporariamente, ou mesmo por tempo indeterminado, um novo nascimento”.

E também outro trecho:

“É verdade que em ambos os casos os cônjuges estão de acordo na vontade positiva de evitar a prole, por razões plausíveis, procurando ter a segurança de que ela não virá; mas, é verdade também que, somente no primeiro caso eles sabem renunciar ao uso do matrimônio nos períodos fecundos, quando, por motivos JUSTOS, a procriação não é desejável, dele usando depois nos períodos agenésicos, como manifestação de afeto e como salvaguarda da fidelidade mútua”.

Fiz questão de grifar as palavras: “motivos graves e motivos justos”. Ou seja, é pelos casos que citei acima, que são graves, e não por qualquer motivo que o casal pode evitar os filhos. É preciso ainda consultar um bom sacerdote indicando a causa e sendo obediente nesta questão. Ele saberá informar se em determinadas circunstâncias a mulher pode ou não evitar ter filhos, com métodos naturais obviamente, o que ficou claro nos trechos da encíclica do Papa Paulo VI citada acima.

A Pílula do dia Seguinte também é abortiva, tanto quanto o DIU, pois ambos eliminam o bebê quando ele vai se fixar na parede uterina. O nome já diz: Pílula do dia seguinte, ou seja, tomada depois que o ato sexual já foi consumado. Não preciso me alongar muito nestes dois quesitos sendo que se trata de algo óbvio. É um aborto. Não importa se a vida tem dois dias, ou tem 20 anos, se foi formada por uma violação ou entre o casal, é uma VIDA HUMANA e deve ser respeitada e amada. Só Deus nos dá a vida e só ele pode nos tirar. Sejamos obedientes e fiéis ao Criador, Deus nosso, que morreu por nós na cruz, sofreu e merece todo nosso amor e servidão.

"Eu sinto que o grande destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança, uma matança direta de crianças inocentes, assassinadas pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo seu próprio filho, como é que nós podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?” Madre Teresa de Calcutá.

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